A Curva do Caminho – poesia de Regina Célia

A Curva do Caminho – poesia de Regina Célia

A Curva do caminho

Amor, vês aquela curva do caminho?

Aquela curva, onde o amor e o sonho

de mãos enlaçadas fizeram seu ninho?

 

Vês? Ela se vai como um S de um SIM

Como um N de um NÃO, não dito,

como um O de um  orgulho maldito.

 

Vês amor, aquela curva do caminho,

por onde eu vinha e tu ias também?

Eu vinha apressada, encabulada

tu ias a passos calmos, devagarzinho,

lamentando-te da perda de alguém.

 

Cruzamos bem debaixo daquelas árvores

que sinalizam a curva,  marcam a estrada,

dão sombra e guarida para os viajantes,

abrigam a passarada e novos amantes.

 

Olhamo-nos de repente, mas sem nos ver

Tocamo-nos, mas por certo sem nos tocar

Falamo-nos por horas, mas sem nos falar

Choramos nossos perdidos “bem querer”

Contamo-nos nossos sonhos, sem sonhar.

 

Amamos nas fantasias de nossas noites

nos possuímos,  entregamos em desejos

em frêmitos internos, lampejos d’alma,

tateando na ilusão as sombras nossos corpos

com intenso, fogoso desejo d’amantes.

 

Vês amor, aquela curva do caminho?

É por ela que por certo, vou fugindo,

o S  será um D de “Minha Despedida”

o N de não,  um A de teu “Adeus querida”

e O fechado é um I de “Infinito Amor”.

   

reginacélia –  ailecaniger –  25 de agosto de 2000

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ReginaCélia

Sobre reginacelia

Sou Regina Celia nascida em 1944, formada em contabilidade mas trabalhando com serviços de textos e serviços secretarias desde 1977. Nos últimos 15 anos vem trabalhando na internet como apoio a web designers na criação de textos e estrutura de comunicação.
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